Posted on

Você vai precisar pesquisar sobre quem é a concorrência até quais são os índices sociais da sua região para definir os valores Muitos brasileiros conseguem inovar nos momentos de crise econômica. Na falta de emprego formal, alguns criam produtos e saem do aperto financeiro. Do salão de beleza à loja virtual, todos passam pelo processo de calcular o lucro. Para isso, é importante saber como precificar o produto ou serviço.

Em 2018, o Sebrae divulgou que existem 6,4 milhões de estabelecimentos comerciais no País. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas. Essas empresas correspondem a 52% do total de carteiras assinadas no setor privado (16,1 milhões).

Precificação é uma das principais dúvidas de quem está começando um empreendimento. Saber o quanto cobrar também é um desafio recorrente para aqueles que já estão no mercado, afinal o mercado está em constante mudança e os valores precisam ser reajustados.

Afinal, qual é o preço ideal?

Quando se pensa em precificação, a questão principal é: como posso saber qual é o valor adequado dos meus produtos ou serviços? Afinal, a precificação adequada tem o poder de aumentar o lucro, mais do que promoções ou ofertas atraentes. Para te ajudar, aqui estão cinco fatores para se levar em consideração ao precificar um produto ou serviço:

Concorrência

O preço do seu produto ou serviço deve respeitar a concorrência. É muito provável que alguém, antes de você empreender, já trabalhava com o mesmo público. Faça uma análise de seus concorrentes e veja o quanto cobram. Levando em consideração que você tem noção dos custos, vai ficar mais fácil ter calcular o lucro deles e, consequentemente, determinar um número equilibrado para praticar no seu segmento de atuação.

Saiba como fazer a análise de mercado e planejar o seu negócio

Despesas Fixas

Você deve levar em conta tudo aquilo que é pago mensalmente e/ou regularmente. Por exemplo, aluguel do espaço onde está localizada a empresa (caso não seja um imóvel próprio), água, luz, telefone, salários dos funcionários ou prestadores de serviço e impostos diversos. Por isso, ter um fluxo de caixa estruturado é muito importante. Ele é um instrumento de gestão financeira que projeta todas as entradas e saídas de recursos financeiras da empresa.

Fluxo de caixa é, basicamente, uma planilha, facilitando a visão ampla de todos os números de entradas e saídas. Na correria do dia-a-dia, você pode se perder e olhar apenas para um pico de vendas e se perder da situação real. Para um bom controle de caixa, é necessário registrar, detalhadamente, os ganhos e gastos. O Sebrae disponibiliza uma planilha que vai te ajudar a estruturar seu fluxo de caixa.

Despesas Variáveis

Consiste nos gastos realizados de forma variada, ou seja, podem não ocorrer ou ter alterações (para mais ou menos) a qualquer momento, de acordo com a situação do seu negócio. Por exemplo, taxas de operadoras de cartões, embalagens, materiais de limpeza e higiene.

Também é importante ressaltar impostos e comissões. Essas despesas contam com a sazonalidade do mercado, então é importante manter o fluxo de caixa em dia. Se o governo introduz uma nova taxa ou se o frete tem um aumento repentino, seu lucro será afetado. Entender o que é variável vai te ajudar a definir uma margem segura para o serviço ou produto.

Lucro Líquido

Além de percentuais de valores que cubram os gastos fixos e variáveis, o empreendedor deve determinar um preço desejado e equilibrado com a concorrência, mas que garanta sua margem de lucro. Para chegar na resposta, use a fórmula do preço de venda líquido ou PVL.

O PVL é igual ao custo dividido por 1 menos o percentual da sua margem. Exemplo: se o seu custo for de R$200 e a margem for de 20%, o PVL será de R$160.

Índices sociais da região

É importante compreender a realidade social e econômica da região em que deseja atuar. Existem produtos e serviços que são mais caros ou baratos pelo simples fato de estar melhor localizado para o grande público. Também existe o caso de localidades que carecem de um mercado ou salão de beleza, por exemplo. Nesses lugares, pode-se ter uma margem de lucro melhor, afinal, os consumidores vão, inevitavelmente, gastar dinheiro por ali.

Preços muito baixos podem ser associados à falta de qualidade, mas também pode atrair mais clientes. Preços altos podem assustar e, no fim, o produto não entregar aquele valor todo. Tomar a decisão correta envolve uma gestão de preços com consciência e planejamento. Para isso, o Sebrae/SC tem cursos e consultorias, visando acompanhar a jornada dos micro e pequenos empreendedores rumo ao sucesso. Confira a lista completa desses serviços no site do Sebrae/SC e descubra qual é o melhor preço para seu produto ou serviço.